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Osteoartrite
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Osteoartrite

O que é?
A Osteoartrose, Artrose, ou Osteoartrite, é uma doença degenerativa das cartilagens articulares. O nome mais aceito na comunidade médica atualmente para essa doença é Osteoartrite.

É a doença reumática mais comum das articulações. Antigamente se acreditava que a osteoartrite fazia parte do envelhecimento natural do ser humano. Entretanto, hoje em dia, sabemos que essa doença resulta de uma interação complexa entre integridade da articulação, predisposição genética, inflamação local, forças mecânicas e processos bioquímicos e celulares.

Quais as principais articulações acometidas?
As pequenas articulações dos dedos das mãos, joelhos, quadris, pés e coluna vertebral são as mais atingidas. Raramente acomete cotovelos, punhos e tornozelos. Qualquer combinação de acometimento articular pode ocorrer, como por exemplo, de mãos, joelhos e coluna ao mesmo tempo, com diferentes intensidades.

Quem pode ter osteoartrite?
A osteoartrite pode surgir sem uma causa aparente, sendo então considerada primária ou idiopática.

A osteoartrite secundária ocorre quando existe um fator identificado que favoreça seu aparecimento. Outros termos que têm o mesmo significado são: fatores de risco, fatores predisponentes ou fatores de maior predisposição e susceptibilidade à doença.

Quais são principais fatores de risco individuais?
  • Idade igual ou superior a 55 anos: Acima dessa idade, 75% da população têm algum sinal de osteoartrite e 85% da população com mais de 75 anos apresenta evidência desta doença aos raios-X;
  • Sexo feminino: As mulheres geralmente são afetadas mais precocemente do que os homens o que sugere que a osteoartrite na mulher pode ser favorecida por alterações dos hormônios femininos. Ela parece ocorrer com maior freqüência após a menopausa;
  • Hereditariedade ou genética: A herança genética é importante na forma poliarticular, em que são afetadas várias articulações e particularmente na osteoartrite das mãos, a chamada osteoartrite nodal;
  • Doenças metabólicas: Existe uma maior com o diabetes mellitus;
  • Disfunções hormonais: Pacientes com hipotireoidismo podem ter mais osteoartrite;
  • Obesidade: O excesso de peso pode estar associado com o desenvolvimento de osteoartrite nos joelhos e da coluna lombar;
  • Traumas ou lesões articulares decorrentes de acidentes: Um trauma pode transformar uma articulação com osteoartrite sem sintoma em uma articulação muito dolorosa, visto que o indivíduo até então não percebia qualquer problema na mesma;
  • Trauma de forte intensidade: É causa comum de osteoartrite de qualquer articulação, sendo muito observados nos joelhos, ombros, punhos, quadris ou tornozelos;
  • Lesões decorrentes de trabalhos físicos, esportes e certas atividades de lazer: Nesses casos as articulações sofrem pequenos traumas de modo prolongado, repetitivo e ou excessivo. As atividades que precisam ser executadas em posição ajoelhadas, por exemplo, costumam acentuar a osteoartrite de joelhos. Algumas práticas esportivas ou de lazer aumentam os riscos de trauma, além de poder agravar o quadro clínico dos portadores de osteoartrite;
  • Processos inflamatórios crônicos: Devidos as doenças reumáticas: a gota (doença de depósito de ácido úrico), artrite reumatóide, artrite pisoriasica entre outras;
  • Infecções: Nas infecções das articulações (artrite séptica), podemos observar a destruição da cartilagem de forma agressiva, capaz de destruir rapidamente uma articulação;
  • Distúrbios anatômicos: Os desarranjos estruturais da própria articulação a sobrecarregam e levam a degeneração articular;
  • Hipermobilidade: Indivíduos com excesso de mobilidade, devido a maior flexibilidade nas articulações, apresentam risco aumentado de desenvolver osteoartrite.
O que causa a osteoartrite?
A osteoartrite é o resultado da degeneração da cartilagem articular, tecido elástico que recobre as suas extremidades ósseas facilitando a sua mobilidade e amortecendo impactos. Quando a cartilagem, por causas diversas e que se combinam, sofre fissuras, ela pode se degenerar. O tecido ósseo abaixo da cartilagem fica exposto e pode sofrer atrito com outras superfícies ósseas expostas. Esse processo, ao ocorrer de forma contínua, causa a destruição articular e a formação de eminências ósseas ou osteófitos ("bicos de papagaio").

Quais são os seus sintomas?
Em algumas pessoas, a doença pode evoluir sem apresentar sintomas mesmo quando se observa uma alteração visível nas articulações (deformidades). Muitas articulações com evidência de osteoartrite aos raios-X podem permanecer sem sintomas por longos períodos. Além disso, o aparecimento de sintomas é usualmente lento. A osteoartrite pode comprometer apenas uma única articulação, um conjunto de articulações (os dois joelhos ou as duas mãos, por exemplo), ou mesmo várias delas ao mesmo tempo e com intensidades diferentes.

Os principais sinas e sintomas são:
  • Dor: É o mais comum, o mais importante e um dos primeiros sintomas da osteoartrite. Geralmente inicia-se de forma intermitente (que aparece e desaparece). Sua intensidade varia muito, podendo ser bem leve ou muito intensa, com variações semanais ou até diárias. Pode ser pior no final do dia e no final de semana. Pode surgir e quando a articulação é solicitada, tanto no seu uso rotineiro como no uso excessivo ou prolongado. A dor permanece por horas após a interrupção da atividade física. Enquanto a maioria sente dores relacionadas ao exercício físico que costumam melhorar com o repouso, alguns pacientes descrevem dor ao deitar-se ou repousar e outras dores noturnas. Alguns relatam sensações de pontadas durante certos movimentos ou com a sustentação de peso. Podem ocorrer também pontos doloridos nas margens da articulação ou sensibilidade exagerada aos movimentos ou manipulação;
  • Rigidez: se observa após períodos de inatividade ou imobilidade, como no período noturno (ao dormir), com duração máxima de quinze minutos, e vai gradativamente desaparecendo com a movimentação. A rigidez articular pode vir associada a um estado de dor de difícil localização;
  • Inflamação: inchaço articular doloroso com ou sem calor local. Corresponde à inflamação das diversas estruturas articulares até a presença de derrame intra-articular devido ao aumento do líquido sinovial;
  • Redução da mobilidade articular: os pacientes podem sofrer diminuição gradual de movimentos das articulações afetadas. Com freqüência é acompanhada de dor, que tende a ser pior no final do arco do movimento realizado. Esse processo de redução da mobilidade articular culmina no enrijecimento fixo da articulação;
  • Crepitações: são rangidos ou estalos das articulações, grosseiros ou delicados, durante a execução de movimentos. Correspondem ao atrito das superfícies articulares que se encontram irregulares, interferindo com os movimentos normalmente suaves;
  • Deformidades: após a destruição da cartilagem, com exposição do tecido ósseo, o organismo inicia uma fase reparadora com hipertrofia óssea (surgimento de "esporões" ósseos na articulação acometida) na tentativa de compensar a ausência da cartilagem. Ocorrem principalmente nas mãos, pés joelhos e coluna vertebral;
  • Atrofia muscular: dependendo da gravidade da doença, pode haver diferentes graus de atrofia muscular (diminuição do volume dos músculos) na região próxima à articulação afetada. Costuma ser percebido pelo paciente nas fases mais avançadas da doença;
  • Instabilidade articular: causa uma sensação de insegurança ao solicitar a articulação ou de "falseio";
  • Incapacidade: a dor, a inflamação, a perda de movimentos e as deformidades são as principais responsáveis pela intensa limitação funcional que a osteoartrite avançada impõe aos pacientes. Nestes casos mais avançados com destruição articular variada, impõe-se ao paciente grande dificuldade nas atividades da vida diária como, por exemplo, perda de habilidade para vestir-se sozinho, limitações para subir ou descer escadas ou até para caminhar pequenas distâncias.
Como é diagnosticada?
A osteoartrite deve ser suspeitada quando houver dor nas articulações normalmente acometidas em pacientes acima de 50 anos. Pode ser confirmada pelo exame reumatológico e por radiografias. Em algumas situações, exames de sangue podem ser solicitados para esclarecer o diagnóstico.

O reumatologista é o médico mais indicado para fazer o diagnóstico da osteoartrite. Seu conhecimento nas causas e principalmente na estrutura e função da cartilagem, o torna o especialista mais indicado para fazer o diagnóstico da osteoartrite, afastando outras causas para as dores nas articulações. É válido lembrar que na osteoartrite pode existir uma dissociação entre os sintomas do paciente e seus exames. Por exemplo, um paciente com dores importantes em seus joelhos pode ter uma osteoartrite com radiografia normal, enquanto um outro paciente pode ter uma radiografia de joelhos com grandes alterações articulares causadas pela osteoartrite e ainda assim não ter sintomas. Daí a importância do reumatologista, para tranqüilizar e informar o paciente, sem deixar de tratar os sintomas.

Como deve ser o tratamento da osteoartrite?
O tratamento consiste em aliviar a dor, preservar e melhorar a capacidade funcional da articulação, reduzindo a invalidez e aumentando a qualidade de vida. Tais tratamentos envolvem-se desde a simples orientação educacional até o uso de medicações, fisioterapia, exercícios, órteses e cirurgia, em casos extremos.

Educação do paciente
O tratamento inicia-se com a educação do paciente. É fundamental que o paciente compreenda a doença, e aprenda o que deve fazer para evitar danos à articulação. É importante que o indivíduo com osteoartrite mantenha boa saúde geral, elimine os fatores de risco, especialmente o excesso de peso, reduzindo a sobrecarga mecânica sobre a articulação, exercite-se e, acima de tudo, reconheça a sua própria responsabilidade no controle do tratamento.

Tratamento medicamentoso
Todo tratamento medicamentoso da osteoartrite deve ser realizado sob a supervisão de seu reumatologista. São utilizados analgésicos e antiinflamatórios não-derivados de hormônios (AINHs), para alívio da dor e da inflamação articular. Deve-se ter especial precaução com o uso do AINHs em indivíduos mais idosos (os principais acometidos pela osteoartrite) com função renal ou hepática comprometida, pois, em geral, eles são mais sensíveis a eventuais reações adversas dos AINHs.

Medicamentos de uso tópico (creme, pomada, spray, etc.) com propriedades analgésicas e/ou antiinflamatórias também podem ser utilizados. A infiltração intra-articular com corticóides, ou seja, injeção local dentro da própria articulação de corticóide como potente agente antiinflamatório também pode ser indicada, mas sempre sob supervisão obrigatória de seu reumatologista.

Fisioterapia e Exercícios
Procedimentos fisioterápicos (compressas quentes ou frias, eletroterapia, etc.) no alívio do processo inflamatório e analgesia são importantes na fase aguda. Exercícios físicos são essenciais, particularmente aqueles que aumentam a força e a flexibilidade com aumento da amplitude dos movimentos podendo assim prevenirem danos maiores futuros.

Órteses e terapia ocupacional
Órteses são quaisquer dispositivos que facilitem e auxiliem ao paciente realizar suas atividades da vida diária. Calçados apropriados são particularmente importantes. Palmilhas, calcanheiras e outros recursos para o realinhamento, absorção de impacto e conforto podem ser utilizados dentro dos calçados para facilitar o ato de caminhar. Frequentemente na osteoartrite avançada ou em sua fase mais inflamatória, é necessário proteger a articulação, utilizando-se tutores ou uma bengala. Apesar dos preconceitos em relação ao uso da bengala, ela pode contribuir para melhorar a segurança e a estabilidade, alem de reduzir a dor ao caminhar.

Tratamento cirúrgico
A cirurgia pode ser indicada em casos selecionados, para a colocação de próteses de substituição, correção de defeitos incapacitantes, ou mesmo para dores refratárias, mas sempre criteriosamente e buscando a melhoria da função articular do paciente e sua qualidade de vida.


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Gôta

O que é gota?
Gota é uma doença osteometabólica, conseqüente ao aumento dos níveis séricos de ácido úrico (denominado hiperuricemia), que se depositam nas articulações promovendo a crise inflamatória aguda. A gota clássica pode evoluir em 3 estágios:
  1. Gota aguda (episódios agudos de inflamação intermitente em uma ou mais articulações)
  2. Período Intercritico (intervalo entre as crises agudas sem sintomas)
  3. Gota crônica (após 10 anos, sem tratamento adequado, podem aparecer depósitos de cristais nas articulações, ossos e em outros tecidos, são os chamados tofos. Estes quando se perfuram expelem material com aspecto de giz)
O que pode causar gota?
Todas as pessoas com gota têm hiperuricemia (ácido úrico aumentado no sangue), o que corresponde a não mais que 20% dos hiperuricêmicos. Alguns fatores podem desempenhar papel importante no seu desenvolvimento como, hereditariedade, sobrepeso, dieta, consumo de álcool e diuréticos tiazídicos. A hiperuricemia pode ser causada por uma das seguintes situações, ou por ambas:
  • Os rins não conseguem excretar o ácido úrico de forma eficaz e este passa a se acumular no sangue;
  • O organismo produz ácido úrico em excesso.
O que pode desencadear um episódio agudo de gota?
  • Dietas com alto teor protéico
  • Ingestão excessiva de álcool
  • Uso de determinados diuréticos
  • Traumatismo articular
  • Doenças graves e súbitas
  • Quimioterapia
Associação com outras doenças:
  • Doença renal: nefropatia aguda ou crônica por deposição de urato e nefrolitíase (cálculos renais) ocorre em 10 a 25% dos casos;
  • Hipertensão arterial sistêmica (25 a 50% das pessoas)
  • Obesidade;
  • Dislipidemia (80% têm associado elevação de triglicérides)
  • Doenças cardio-vasculares (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral)
Quem é mais afetado pela gota?
A gota afeta tipicamente homens, na faixa de 40 a 50 anos de idade. Em mulheres é menos freqüente e com aumento após a menopausa e utilização de diuréticos tiazídicos.

Evolução clínica da Gota

Gota Aguda
O episódio agudo de gota se desenvolve de forma rápida, geralmente com início durante a noite, com aparecimento de sinais inflamatórios intensos (dor, edema, calor e vermelhidão) na articulação comprometida, sendo regra geral uma articulação afetada em cada crise. A articulação mais afetada é a primeira metatarsofalangeana do pé (podagra), podendo também ocorrer em tornozelos, joelhos e cotovelos. Por vezes, a crise atinge duas ou mais articulações.

Período Intercritico
É o intervalo entre as crises. Com a evolução da doença o período intercrítico tende a se tornar menor e as crises agudas mais freqüentes e prolongadas.

Gota crônica ou avançada
As crises repetidas, por 10 anos ou mais, tendem a lesar as articulações sucessivamente comprometidas, provocando rigidez e limitação do movimento. Neste período ocorre o aparecimento de tofos.

Diagnóstico

O diagnóstico da gota é feito através da história clínica do paciente e complementados por exames laboratoriais para determinar os níveis séricos de ácido úrico e outros como triglicérides, colesterol, uréia e creatinina. A pesquisa de cristais de ácido úrico no líquido sinovial, obtido através da punção da articulação comprometida é o selo de seu diagnóstico. Os raios-X simples das articulações muitas vezes permitem o diagnóstico do tofo.

Como é feito o tratamento?

O tratamento da gota deve ser personalizado e dinâmico sob estrita supervisão médica, podendo necessitar algumas alterações durante a evolução. De forma geral o tratamento enfoca três pontos:
  • Controle da crise aguda;
  • Prevenir novas crises;
  • Prevenir ou tratar os tofos.
A hiperuricemia assintomática não requer tratamento.

Considerações sobre a dieta
A dieta tem importância relativa visto que 85% do total de ácido úrico são provenientes da renovação de todas as células do organismo, e a dieta corresponde a não mais que 15%.
  • A obesidade pode estar ligada a oscilações nos níveis de ácido úrico no sangue. O controle de peso deve ser feita de forma equilibrada. O jejum prolongado ou dietas muito restritas podem levar ao aumento dos níveis de ácido úrico;
  • Na dieta visa-se a moderação, não há grandes restrições. No entanto, certos alimentos (principalmente os ricos em proteínas) podem elevar os níveis uricêmicos. Exemplos: frutos do mar, aves e carnes, legumes tipo grãos (feijão, soja, ervilha, etc.);
  • Ingerir líquidos em grande quantidade é importante para ajudar a eliminar cristais de ácido úrico do organismo e prevenir a formação de cálculos;
  • Moderar o consumo de álcool.
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Lupus Eritematoso Sistêmico

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica, de causa desconhecida, na qual ocorre uma ativação do sistema imunológico, caracterizada pela presença de múltiplos auto-anticorpos. Compromete principalmente mulheres jovens, entre 20 a 45 anos, com distribuição universal, sem predomínio racial. È uma doença pouco freqüente, com incidência entre 4 a 7 casos/100.000 habitantes por ano; um estudo epidemiológico realizado aqui no Brasil, em Natal (RN), estimou uma incidência de 8 casos/100.000 habitantes por ano. Pode afetar múltiplos órgãos e evoluir alternando períodos de atividade inflamatória com períodos de remissão (sem sintomas da doença). Embora de causa ainda desconhecida, múltiplos fatores estão envolvidos no desencadeamento da doença, como genéticos, ambientais, hormonais, infecciosos, algumas medicações e radiação ultravioleta (luz solar).
O LES pode ter um início agudo ou insidioso (mais lento), com manifestações em diferentes órgãos e sistemas do organismo. O comprometimento dos mesmos pode ser simultâneo (vários órgãos ao mesmo tempo) ou sucessivo (um ou outro órgão isolado progressivamente). Queixas gerais como mal estar, fadiga, perda de peso e febre são freqüentes durante períodos de atividade da doença. Os órgãos mais freqüentemente acometidos são articulações, pele, rins e serosas.

Comprometimento Articular: Dor e inflamação das articulações são as manifestações clínicas mais freqüentes, sendo notadas em 95% dos pacientes. O envolvimento geralmente simétrico ocorre mais em mãos, punhos e joelhos. Em aproximadamente 10% dos pacientes observa-se envolvimento periarticular, de tendões e cápsula, sem perda de capacidade funcional (chamado de artropatia de Jaccoud). Quando ocorrem queixas articulares em ombro, quadril ou joelho deve ser aventado o diagnóstico de necrose asséptica, uma complicação associada ao uso crônico de corticostesróides ou à própria doença.

Comprometimento da Pele: Manifestações cutâneas ocorrem em freqüência alta no LES, atingindo 70% a 80% dos pacientes. Mais da metade destes apresenta fotossensibilidade à exposição solar (luz ultravioleta) sem uso de fotoprotetor, caracterizada por vermelhidão da pele (rash) por um período de 48 a 72 h. A manifestação de pele mais clássica é uma lesão avermelhada em forma de asa de borboleta no dorso do nariz e na região malar, em 40% a 50% dos casos. Existem outros tipos de lesões da pele. A queda do cabelo (alopécia) ocorre em 71% e em geral é reversível. As mucosas são quase sempre afetadas, com ulcerações e vasculite oral em 40% dos casos, e relacionadas à fase ativa da doença.

Comprometimento de Serosas: A pleura e o pericárdio são tecidos de revestimento do pulmão e coração respectivamente, podendo se apresentar inflamados (pleurite e pericardite) em 40 a 50% dos casos. Estas manifestações podem evoluir por vezes sem apresentarem sintomas.

Manifestações Hematológicas: Ocorrem com grande freqüência, podendo afetar qualquer das células do sangue (hemáceas, leucócitos e plaquetas). A manifestação mais comum é a anemia normocrômica, conseqüência do processo inflamatório ou deficiência de ferro. A diminuição no número de plaquetas (plaquetopenia) pode ser crônica, não costumam ser graves e nem sempre necessitam tratamento.

Comprometimento Renal: É uma manifestação freqüente e importante, uma vez que podem evoluir com perda da função renal. Os sinais e sintomas como edema em membros inferiores, diminuição de volume urinário, urina espumosa, sangue na urina e hipertensão arterial entre outros podem definir diferentes tipos de comprometimento (determinados por biópsia), entretanto existem pacientes assintomáticos. Através do exame de urina periódico é possível detectar precocemente o envolvimento renal.

Comprometimento de Outros Sistemas: possa eventualmente ser envolvido, o sistema nervoso central, periférico, cardio-vascular, gastrointestinais entre outros.

Diagnóstico da doença
O diagnóstico de LES é feito pela presença de, no mínimo, quatro de onze critérios clínicos e laboratoriais do ACR (Colégio Americano de Reumatologia). Os exames diagnósticos de imagem, particularmente a ressonância magnética, têm seu lugar, e sua necessidade está na dependência das manifestações clínicas. Dentro da provas imunológicas podemos detectar uma grande variedade de auto-anticorpos, não necessariamente relacionados com atividade da doença. A pesquisa de anticorpos antinucleares (AAN), também conhecido como FAN, está positiva em 95% dos casos. Recentemente, um novo auto-anticorpo (anticorpo anti-ribossômico) guarda grande especificidade (92%) com LES, mesmo em fase precoce. Entre vários auto-anticorpos detectáveis, salienta-se o anticorpo anti-Sm por ter alta especificidade com a doença, mas com baixa sensibilidade (30%). Alguns auto-anticorpos são considerados mais específicos para LES, embora tenham baixa prevalência; por exemplo, o anticorpo anti-p ribossomal (< 10%) relacionado à psicose lúpica, anticorpo anti-Ro/SSA (40%) associado à fotossensibilidade, lúpus cutâneo subagudo e lúpus neonatal. O anticorpo anti-DNA nativo pode ser encontrado em 50% a 60% dos pacientes em atividade e quando associado com diminuição do complemento sérico tem relação positiva com atividade renal. Anticorpos anti-fosfolípides em maiores concentrações e por períodos constantes se associam com maior risco de manifestações trombóticas.

Tratamento
O tratamento do LES começa pela conscientização do paciente quanto à doença e sua evolução, bem como pactuação e adesão ao tratamento proposto, enfatizando na maioria dos casos, apresentarão uma vida longa, produtiva e com boa qualidade. Entre as orientações gerais se destacam a fotoproteção (uso de protetor solar adequado), dieta balanceada e rica em cálcio, condicionamento físico e evitar ou controlar o estresse emocional e infecções. O tratamento medicamentoso é dinâmico e deve ser individualizado para cada paciente dependendo do tipo e gravidade de sua manifestação clínica (antiinflamatórios, antimaláricos, corticosteróide em baixa e alta dose, esquemas mensais de pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida e imunossupressores orais). Novas perspectivas para o tratamento têm sido introduzidas nos últimos anos, principalmente para a atividade renal refratária, como por exemplo, os agentes citotóxicos (micofenolato mofetil), a indução de tolerância (agente LPJ394) e novos agentes biológicos como o anticorpo monoclonal anti-CD20 (rituximabe).

O prognóstico dos pacientes com LES vem melhorando consistentemente nas últimas décadas. Por outro lado, o maior tempo de vida aumentou os riscos de doenças cardiovasculares salientando a necessidade do controle de fatores de risco como a obesidade, sedentarismo, dislipidemias, hipertensão arterial e tabagismo.


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Síndrome de Sjögren

A Síndrome de Sjögren é uma doença auto-imune crônica, em que o sistema imunológico do próprio corpo do paciente corpo do paciente erroneamente ataca as glândulas produtoras de lágrimas e saliva. Os linfócitos infiltram-se por estas glândulas provocando diminuição da produção de saliva e lágrimas. Características principais: secura nos olhos e na boca. Pode também causar secura de pele, nariz e vagina e pode afetar órgãos do corpo, inclusive os rins, vasos sangüíneos, pulmões, fígado, pâncreas e cérebro. Fadiga e dor nas articulações podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida do paciente.

Estima-se que quatro milhões de americanos tenham a Síndrome de Sjögren, muitos deles sem diagnóstico. Nove entre dez pessoas com Sjögren são mulheres. Embora a maioria das mulheres diagnosticadas costume estar na menopausa ou ainda com mais idade. Sjögren pode ocorrer também em crianças e adolescente. Mulheres jovens com Sjögren podem apresentar complicações na gravidez. No Brasil, não se sabe o número exato de portadores da Síndrome de Sjögren. A causa ou causas específicas da (SS) não é conhecida, mas múltiplos fatores provavelmente estão envolvidos, dentre os quais os genéticos, viróticos, hormonais ou suas interações. Síndrome de Sjögren primária ou secundária:

Primária: ocorre de forma isolada, se a presença de outra doença de tecido conjuntivo.

Secundária: os sintomas são acompanhados de uma doença do tecido conjuntivo como artrite reumatóide, lúpus ou esclerodermia.

Alguns estudos mostram que indivíduos com a Síndrome de Sjögren Primária apresentam problemas mais sérios de secura nos olhos e boca. O aumento das glândulas ao redor da face, mandíbulas e pescoço também podem ser mais freqüentes. Conquanto estas duas de formas se caracterizam por diferentes sinais e sintomas, os componentes são basicamente similares nas duas síndromes. Embora alguém com Sjögren Primário possa vir a desenvolver uma doença do tecido conjuntivo no futuro, é mais comum o inverso, isto é, alguém acometido com uma das doenças crônicas do tecido conjuntivo como a artrite reumatóide ou lúpus, vir a desenvolver a Síndrome de Sjögren. Quais os sintomas? Os sintomas são muito variados. Duas pessoas com a Síndrome de Sjögren nunca têm exatamente os mesmo grupos de sintomas ou história médica. Os sintomas podem estabilizar, piorar ou mesmo regredir. Para alguns, os sintomas de olhos secos e boca seca são manifestações proeminentes, enquanto outros passam por ciclos de bem estar seguidos de doença grave.

Se muitas das respostas ao questionário abaixo forem positivas, você deveria ser avaliado para a Síndrome de Sjögren:
  • Você tem os olhos demasiadamente secos, ou com a sensação de corpo estranho, areia ou queimação? Seus olhos são sensíveis à luz?
  • Você tem dificuldade de engolir alimentos?
  • Você bebe água freqüentemente quando está falando?
  • A sua voz é rouca?
  • Sua língua é dolorida ou rachada?
  • Você tem úlceras na boca ou costuma ter infecções na cavidade oral?
  • Suas glândulas abaixo e ao redor de suas mandíbulas e ouvido costumam estar inchadas?
  • Você nota um aumento súbito de cáries dentárias e/ou perda de dentes?
  • Você percebe que seu nariz está produzindo um muco espesso, pegajoso e mal cheiroso?
  • Você nota que houve mudança no seu paladar ou olfato?
  • Você se sente cansado todo tempo? Esta fadiga afeta a sua vida?
  • Você tem alguma doença de tecido conjuntivo como artrite reumatóide, lúpus ou esclerodermia?
Diagnóstico

O diagnóstico não é tarefa fácil uma vez que os sintomas da Síndrome de Sjögren podem se assemelhar aos de outras doenças como o lúpus, a artrite reumatóide, a síndrome da fadiga crônica, a fibromialgia, a esclerose múltipla e a doença de Alzheimer. Nem todo ressecamento de mucosas pode ser resultado da Síndrome de Sjögren. Muitos medicamentos, inclusive os usados para o tratamento de hipertensão arterial, depressão, resfriados, alergias e problemas gastrointestinais podem causar secura nos olhos e na boca. Quando apresentar a sua história ao médico, não deixe de mencionar todos os medicamentos que você está tomando, inclusive os que não necessitam de receita para serem adquiridos.

Devido a variedades de sintomas, o paciente pode ser encaminhado a diversos especialistas (Reumatologista, Dentista ou Oftalmologista), e os diagnósticos muitas vezes não são bem definidos. Por esse motivo os reumatologistas criaram critérios diagnósticos para reconhecer a Síndrome de Sjögren em 1996, que foram revistos em 2002. São eles:

Critérios Classificatórios revisados (2002) para o diagnóstico da Síndrome de Sjögren:
  1. Sintomas oculares:
    • Olhos secos diária e persistentemente por mais de três meses;
    • Sensação recorrente de areia nos olhos;
    • Uso de colírios ou lágrimas artificiais mais de três vezes ao dia.
  2. Sintomas orais:
    • Boca seca diariamente por mais de três meses;
    • Glândulas salivares recorrente ou persistentemente inchadas quando adulto;
    • Beber líquidos freqüentemente para facilitar a ingestão de alimentos secos.
  3. Sinais oculares (avaliados pelo Oftalmologista):
    • Teste de Schirmer alterado;
    • Teste de Rosa Bengala alterado.
  4. Anátomo-patológico:
    • avaliado por biópsia de glândulas salivares menores, onde o patologista encontrará alterações específicas (sialoadenite focal linfocítica).
  5. Envolvimento de glândulas salivares:
    • Medida da produção de saliva diminuída;
    • Sialografia de parótidas alterada;
    • Cintilografia de parótidas alterada.
  6. Autoanticorpos específicos para a Síndrome de Sjögren:
    • presença de anti-SSA (anti-Ro) e anri-SSB (anti-La), ou ambos.
Síndrome de Sjögren Primária

A presença de quatro dos seis itens é indicativa de Síndrome de Sjögren Primária, se item 4 ou 6 positivos.

A presença de três dos seguintes itens: 3, 4, 5 e 6.

Síndrome de Sjögren Secundária

Em um paciente com uma doença possivelmente associada, como uma doença do tecido conjuntivo, a presença do item 1 ou 2 mais quaisquer dois dos itens 3, 4 e 5 é indicativa de Síndrome de Sjögren Secundária.

Critérios de exclusão

Radioterapia de cabeça e cervical; Infecção por hepatite C; AIDS; Linfoma pré-existente; Sarcoidose; Doença do enxerto-versus-hospedeiro em transplantados; Uso de drogas anti-colinérgicas.

Síndrome Seca na Síndrome de Sjögren:

A Síndrome de Sjögren está freqüentemente associada com alguns potenciais problemas de saúde, destacando:
  • Xerostomia - hipofunção das glândulas salivares ("boca seca");
  • Xeroftalmia - hipofunção das glândulas lacrimais ("olho seco", e também "olho vermelho");
  • Aumento da freqüência de cáries e doença periodontal;
  • Infecções fúngicas (gênero Candida);
Os principais e mais comuns dentre estes problemas são a xerostomia e a xeroftalmia. É a presença destas alterações que contribuirá de maneira importante para que as demais alterações possam ocorrer.

Diagnóstico Diferencial de Olho Vermelho

Uma das principais queixas na Síndrome de Sjögren é a secura ocular, com sensação de "olho arranhado". O olho pode ficar vermelho ou não. Quando há a queixa de olho vermelho é muito omportante investigar com seu Oftalmologista, outras causas para olho vermelho. Algumas delas estão descritas abaixo:
  1. Blefarites
  2. Dacriocistitese canaliculites
  3. Pinguéculas e pterígios inflamados
  4. Tumores da conjuntiva
  5. Esclerites e episclerites
  6. Hemorragias subconjuntivais
  7. Conjuntivites
  8. Ceratites e úlceras corneanas
  9. Uveíte anterior aguda
  10. Glaucoma agudo de ângulo fechado
Tratamento

Enquanto não se chega à cura para a Síndrome de Sjögren, o diagnóstico e a intervenção precoce podem afetar o curso da doença. O tratamento depende dos sintomas e do seu grau de severidade. A Síndrome de Sjögren pode não representar risco iminente de vida, mas certamente provoca profundas alterações na vida do paciente. Com uma conduta terapêutica apropriada, a qualidade de vida pode em muito ser melhora.

Medicamentos para o tratamento da secura de boca associada à Síndrome de Sjögren também estão disponíveis nas farmácias. Drogas antiinflamatórias não esteróides (AINHS), drogas esteróides, e os imunossupressores são freqüentemente usados no tratamento da Síndrome de Sjögren. Para indivíduos com quadros mais graves um tratamento mais agressivo é necessário.

Abordagem da Xerostomia (Boca seca)
Um aumento da salivação pode ser induzido com estimulantes da saliva específicos ou pastilhas ou goma de mascar sem açúcar;

Em casos de maior secura, saliva artificial pode ser necessária. Vários tipos de salivas artificiais existem a disposição em farmácias, tanto prontas como manipuladas. Será necessária a avaliação médica para indicar a melhor para seu caso.

As pessoas com xerostomia estão mais suscetíveis à doença periodontal, às cáries e às infecções bacterianas, devido à perda das funções protetoras da saliva. É necessário alterar o potencial de formação de cáries através da dieta, evitando alimentos que contenham açúcar e que sejam muito pegajosos. Cuidados com a higiene bucal são da maior importância, para diminuir o número de bactérias nos dentes através de uma escovação adequada, e freqüentes consultas ao dentista são essenciais para tentar minimizar estes problemas.

A boca seca também pode contribuir para dificuldades na fala, na alimentação e na deglutição.

Pessoas com xerostomia deveriam tomar aproximadamente oito copos de água por dia. Carregar uma garrafa de água é uma boa idéia. O aumento da ingestão de água às refeições auxilia no sentido de facilitar a mastigação e a deglutição.

Portanto:
  • Mantenha uma boa higiene oral usando fio dental e escovando os dentes regularmente;
  • Restrinja o uso de açúcar para evitar a decomposição rápida dos dentes;
  • Visite regularmente seu dentista;
  • Masque chicletes sem açúcar para estimular a produção de saliva;
  • Evite bebidas alcoólicas e as que contenham cafeína, pois elas aumentam a secura da boca.
Alimentos e outras substâncias a serem evitados

Os seguintes alimentos e substâncias podem ter um efeito irritativo na mucosa oral ressecada:
  • Secos
  • Ácidos
  • Álcool
  • Condimentados
  • Cigarro
Os seguintes alimentos são melhor tolerados:
  • Gelatinas
  • Batatas
  • Iogurte
  • Melão
  • Balas ou gomas de mascar sem açúcar
Como se alimentar
  • Mastigar todo o alimento lentamente;
  • Aumentar a ingestão de líquidos para auxiliar na mastigação, deglutição e na limpeza dos resíduos de alimento;
  • Os dentes e a boca devem ser limpos após cada refeição, preferencialmente por uma escovação completa.
Dentaduras

Potenciais problemas podem incluir:
  • Dificuldades de retenção devido à boca seca;
  • Maior suscetibilidade à ulceração oral devido à boca seca e ao movimento das dentaduras;
  • Maior suscetibilidade às infecções fúngicas;
  • Estomatite angular com manchas ou ulcerações avermelhadas nos cantos da boca.
Procedimentos que podem auxiliar ou aliviar os problemas com as dentaduras são:
  • Consultas periódicas ao dentista para manutenção das dentaduras e eliminação de problemas potenciais;
  • Saliva artificial, que ao lubrificar a mucosa oral e a garganta, contribui para a retenção da dentadura;
  • Limpeza meticulosa dos dentes;
  • Manter as dentaduras úmidas quando fora da boca;
  • Remover as dentaduras ao deitar-se;
  • Tratamento imediato de ulcerações e infecções fúngicas.
Abordagem da Xeroftalmia (olho seco)

Lágrimas artificiais podem amenizar os sintomas de ressecamento. Um número incontável de produtos está disponível nas farmácias e drogarias.
  • Se você usa lágrimas artificias mais de quatro vezes ao dia, não use com conservantes;
  • Para dormir, faça uso de pomadas lubrificantes de vaselina oftálmica, sem preservativo, para aliviar a secura de seus olhos por um tempo mais prolongado;
  • Quando dormir em ambiente de ar condicionado ou com ventilador, coloque a máscara sobre os olhos para protegê-los;
  • Caso necessite fazer uso de nebulização, não esqueça de proteger seus olhos com compressas de água boricada ou com óculos de natação, evitando desta forma que o vapor resseque seus olhos;
  • Proteja seus olhos evitando exposição ao vento e ao sol com protetores adequados.
Dicas Gerais
  • Use loções hidratantes na sua pele e soluções salinas no nariz;
  • Use umidificador ou vaporizador para manter um nível confortável de umidade do ar e no ambiente;
  • Evite correntes de ar oriundo de aparelhos de ar condicionado, leques, ventiladores ou aparelhos de calefação.
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